Barriga de aluguel é possível?

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Esse é um tema que já foi muito abordado, tanto pela ficção em novelas, filmes e seriados, como em discussões na vida real. O termo barriga de aluguel”, erroneamente usado, já que por lei essa prática deve ser realizada de maneira voluntaria, sem caráter comercial, logo, o correto seria dizer-se “doação temporária de útero”, gera diversas polêmicas.

Barriga de aluguel

Barriga de aluguel  Imagem retirada da internet.

Existem pessoas que acham errado, existem outras que acham um ato de benevolência, e existem ainda aquelas que acreditam ser crime. De fato, é permitido por lei, com tanto que algumas regras e pré-requisitos sejam cumpridos. Mas você deve estar se perguntando, afinal, a barriga de aluguel é possível? Sim, essa prática é possível, saiba mais sobre esse assunto nesse artigo que preparamos para você.

 

Como acontece a barriga de aluguel?

De acordo com a legislação brasileira, a gestação de substituição, popular “barriga de aluguel” deve envolver três pessoas: o casal, esposa e marido, e outra mulher, a doadora do útero. Em processos comuns, o casal colhe seus gametas, que são fecundados in vitro e depois implantados no útero da mulher que gerará o bebê.

Para que uma mulher possa ser uma “barriga de aluguel” é necessário que exista um grau de parentesco de até 2º grau, ou seja, uma avó, filha, mãe, irmã, tia ou prima. E para que esse procedimento possa acontecer, a única justificativa aceitável é que a mulher do casal tenha algum problema médico que contraindique a gestação.

Todos os casos devem ser avaliados e acompanhados por uma clínica especializada em reprodução assistida. Casos fora dos padrões estabelecidos pela legislação, como casais homossexuais, por exemplo, precisam ser analisados judicialmente, e só podem acontecer depois que uma autorização for concedida pelo Conselho Regional de Medicina. Somente nesses casos, recursos como um banco de esperma ou óvulos podem ser usados.

Diferentemente da barriga de aluguel, a doação de óvulos deve permanecer no anonimato, e ela não é permitida entre parentes.  Além disso, para ser uma doadora de óvulos é preciso que a mulher se submeta a uma série de exames.

As mulheres que serão barrigas de aluguel também precisam passar por alguns exames, antes da fecundação. Uma avaliação médica com perfil psicológico é fundamental para atestar a adequação clínica e emocional da doadora temporária do útero.

Barriga de aluguel

Barriga de aluguel  Imagem retirada da internet.

É recomendado que todos os envolvidos, tanto o casal, como a mulher que será barriga de aluguel, passem por um acompanhamento médico, psicológico e jurídico. Já que em muitos casos acontece da mulher que está emprestando o útero se arrepender e não querer entregar o bebê depois do nascimento.

É importante que ela entenda que mesmo com todas as mudanças que aconteceram em seu corpo durante a gestação, o filho não será dela, e ela precisará entrega-lo ao casal.

 

Quais são as indicações necessárias para buscar uma barriga de aluguel?

Como dissemos antes, para a barriga de aluguel seja uma prática possível, é preciso que a mulher que sonha em ser mãe, tenha algum problema de saúde que a impeça, como por exemplo:

  • Ausência do útero: mulheres submetidas à histerectomia, operação de retirada do órgão;
  • Defeitos congênitos: como malformações uterinas ou alterações que impeçam a mulher de engravidar;
  • Doenças maternas: doenças eminentes com alto risco de mortalidade durante a gestação, como problemas cardíacos, pulmonares ou renais graves;
  • Falhas de implantação prévias: ocorridas quando há transferência de embriões, mas a gestação não acontece.

 

Como funciona o tratamento?

O tratamento realizado para que o processo de fecundação de uma barriga de aluguel aconteça é semelhante à FIV (fecundação in vitro) tradicional: são utilizados na mãe. Medicamentos responsáveis pela estimulação dos ovários. Depois, os óvulos são coletados, e no momento propício fertilizados com os espermatozoides do pai. Já falamos aqui no blog sobre esse assunto.

A mulher que será a barriga de aluguel deverá ser previamente preparada com hormônios, para que então os embriões formados, sejam inseridos em seu útero. É importante ressaltar que tanto a mulher que será a barriga de aluguel, como o casal em questão, precisam passar por uma consulta especializada, com a realização de exames como sorologia e tipagem sanguínea.

 

Como proceder com a barriga de aluguel sem uma parenta próxima?

Existem alguns casos, onde o casal ou a mulher, não possuem um familiar próximo para ceder o útero em uma gestação. E independentemente da situação, oferecer benefícios financeiros para convencer uma mulher a aceitar ser uma barriga de aluguel é crime. Logo, o procedimento adequado nessas situações é solicitar ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde o casal resida, que reveja o caso e permita conduzir o processo com outra mulher que não uma parente, como uma amiga, por exemplo.

Existem poucos casos assim no Brasil, e acredita-se que esse número seja baixo por falta de conhecimento, e por ser difícil encontrar alguém que seja capaz de consentir em ser barriga de aluguel. É preciso que seja uma mulher disposta a sentir todas as mudanças que uma gravidez gera no corpo feminino, e ainda assim, entregar o bebê ao casal após seu nascimento.

Portanto, antes de partir para o processo de uma barriga de aluguel, é de extrema importância que todos os membros envolvidos conversem bastante sobre o assunto. Procurem um especialista na área de reprodução humana e tire todas as dúvidas, além claro que procurar um bom acompanhamento psicológico.

Se você gostou desse artigo, e tem alguma dúvida sobre assuntos ligados a saúde, acompanhe nossa série sobreo tema. Nosso próximo artigo será sobre Amor na terceira idade: é possível se apaixonar nessa fase da vida? Como recomeçar?

 

Fontes: Fecondare / Minha Vida / GNT

 

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